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Salvador, 20 de Dezembro de 2004. *Texto : Marcos Garrido. HÁ FUMAÇA NA CONDER? Situada as margens da Avenida Jorge Amado – cidade de Salvador – a invasão batizada pela população de Areal do Golfo Pérsico, foi um dos primeiros locais a serem contemplados pelo Programa Viver Melhor, beneficiando cerca de novecentas famílias, com um projeto de urbanização e infra-estrutura. Hoje, existem diversas controvérsias sobre os resultados deste projeto, principalmente no que diz respeito à qualidade, abrangência e valores dessa obra avalizada pelo Governo do Estado da Bahia com recursos da Caixa Econômica Federal. Segundo a CONDER (Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia) as obras iniciaram em junho de 1997 e foram concluídas em abril de 2000 com gastos totais de R$ 2.043.373,09 onde a empresa JOTAGÊ Engenharia foi a responsável pela execução física do empreendimento. O Relatório dos resultados sociais obtidos no Loteamento Alto do São João, no qual a Invasão do Golfo Pérsico, atualmente denominada de Recanto dos Coqueiros, está inserida apontam números de reuniões e atividades que segundo as lideranças locais não são reais, “- como são mentirosas essas pessoas da Conder” afirmou uma moradora que acompanhou todo o processo de intervenção. Outro morador ainda indagou: “- vai vê que é pra justificar todo esse dinheiro gasto”. Certamente essas colocações feitas pela população não são levianos, pois os números apresentados pela Conder não detalham em nada o projeto executado ou como se deu a fiscalização. No relatório que tivemos acesso e pelos números divulgados pelo Governo do Estado da Bahia fica patente o desinteresse da prestação de contas. Para nossa equipe de pesquisa ficou registrado a imagem de um órgão de governo que é semelhante aos reinos medievais, feudos, onde seus chefes e subordinados praticam todas espécie de usura contra o cidadão - obviamente existem honrosas exceções. Como diz o velho ditado: onde há fumaça há fogo, com esse dito podemos fazer uma adaptação: onde há falta de prestação de contas à população há roubo.
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